sábado, 31 de julho de 2010

Uruguai em alta!


Já comentei aqui "Gigante" bom filme uruguaio e que obteve relativo sucesso sendo exibido inclusive aqui na Terra Brasilis. Destaco agora outra produção de nossos amigos vizinhos: "Mau dia para pescar" (2009) de Álvaro Brechner. Aqui a sinopse disponível no "Cenas de Cinema":

"Quando a lista dos enviados ao pré-Oscar foi divulgada, uma ausência chamou a atenção de todos. O excelente Gigante, que conquistou corações em vários festivais do mundo, não foi o escolhido pelo Uruguai. Em seu lugar estava Mau Dia para Pescar, adaptação de um conto de Juan Carlos Onetti, não tão comentada, mas tão sensível quanto. O filme conta a história do malandro Príncipe Orsini, um homem de muita lábia que ganha a vida armando espetáculos de luta livre e confrontos com Jacob Van Oppel, um decadente campeão da Alemanha Oriental. Percorrendo povoados do Uruguai, a dupla chega à Santa Maria, onde o desafio ganha ares de grandioso e atrai o público com a chancela do jornal local. Com tudo certo para que a aposta fosse ganha, porém, a insistência de uma mulher faz com que as coisas saiam bem diferente do programado."

A película é muito bem dirigida e mostra que a produção latino-americana, fora do eixo comercial e livre das amarras do mercado do entretenimento, tem força e talento para agradar públicos ainda não anestesiados pela farmacopéia hollywoodiana. Lírico e divertido, o roteiro privilegia atuações marcantes. A edição precisa é fortalecida pela inusitada trilha sonora. Meu filho Juca, de 11 anos, gostou muito do filme pois, acredito eu, que o universo da luta livre retratado é universal e atemporal, vide "O Lutador' com Mickey Rourke, já comentado neste blog. Abaixo o trailer:

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Crônicas Portenhas 3

Até que enfim tenho tempo para postar algumas fotos da estadia em Buenos Aires. Os instantâneos são seguidos de pequenos comentários sobre os simpáticos dias passados na casa de meu amigo Dino Magnoni, portenho temporário por conta de seu pós-doc na Universidad de Quilmes.

Casa de Dino num jantar regado a polenta, vinho nacional (argentino) e Cerveja Quilmes. Da esquerda para a direita: Dino, Fernando (argentino que já nos visitou aqui no Brasil), Fernandão, Brunão e Eu.


Como todo bom brasileiro, gastei um tempinho pensando na besteira maior de que o fracasso da seleção argentina foi maior que da nossa... Como se a dor dos outros diminuísse a nossa...


Deu um trampo enorme conseguir o certificado do evento que participei. O papel para impressão tinha acabado e tive que voltar no outro dia para retirar o importante documento. Ainda bem que o transporte em Buenos Aires, tanto público quanto o táxi, é baratinho.

Aí atravessando a rua em frente ao prédio do Congresso. Fiz uns vídeos do local que possuí uma linda biblioteca e salões imensos.


Salud! com uma caríssima Quilmes Bock. As bebidas são extremamente caras nos bares, cafés e restaurantes portenhos. E depois ainda tem a gorjeta, que lá eles chamam de propina. O que economizamos nas parrillas gastamos em dobro com vinhos e cervejas.


Eu e Fernandão na entrada do Boca Juniors.


Na Avenida Nueve de Julio está a maior livraria a céu aberto do mundo. Aproveitei para comprar uns livros de cinema (inclusive um Eisenstein) bem baratinhos.


Eu, Cissa e Fernandão em Puerto Madero, local lindo, mas um frio de cortar a pele.


Em frente a Universidad Católica Argentina.


Aqui en la cancha de Huracán. Lindo estádio!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crônicas Portenhas 02

Buenos Aires é uma metrópole mas com um ritmo diferente. O Metrô, que aqui é chamado de Subte, embora decadente tem belas estações e as pessoas são educadas e não trombam umas nas outras como em São Paulo. O número de lindas e amplas praças é enorme, assim como as construções antigas, mescla de vários estilos arquitetônicos. Acima a Plaza de San Martín e abaixo um dedo de prosa sem pressa com minhas amigas tartarugas que habitam o ZOO de Buenos Aires.

Atividades Acadêmicas em Buenos Aires

Oha mí allá arriba ... Foto tirada em frente ao lindo prédio da Universidad Tecnológica Nacional, em Buenos Aires onde acontece o ESOCITE 2010, evento que reúne centenas de pesquisadores para discutir as relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade na América Latina. Muito frio, discussões quentes e... um montão de brasileiros. Só tinha um número maior de brazucas na Calle Florida, aproveitando o câmbio a favor (um real = dos pesos) para consumir roupas de grife pela metade do preço brasileño.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Crônicas Portenhas 01


Desde domingo à noite estou em Buenos Aires para participar de um evento científico. Posto de um cibercafé enquanto espero os amigos para almoçar. Aqui hoje é o "Dia do Amigo", uma boa idéia... Só para constar, por enquanto, aqui vão duas fotos que tirei de meu smarthphone: Acima o Congresso Argentino num dia chuvoso e de frio intenso e abaixo a prova cabal que não tem "Cueca-Cuela" na Argentina... É Coca-Cola mesmo... Dúvida potunholesca resolvida... Até o próximo post!

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Terra, O Homem, A Luta e Joris Ivens

Terra Espanhola (1937, Joris Ivens) é um documentário clássico e obrigatório para entender a história do gênero. O diretor holandês coloca-se ao lado de Robert Flaherty como um dos "pais" do documentário, como afirma Bill Nichols em seu livro "Introdução ao Documentário" (Papirus, 2005). Com colaboradores do calibre de Orson Welles e Ernest Hemingway, Ivens cria uma obra que de certa forma retoma a idéia de Euclides da Cunha em "Os Sertões" e desenvolve uma nova relação entre a terra, o homem e a luta para descrever o empenho de uma aldeia em construir um sistema de irrigação em plena Guerra Civil Espanhola. Outra vez o elemento água destaca-se. Conhecido por seu envolvimento político como simpatizante das questões comunistas, Ivens filmou em vários países e morreu em 1989 em Paris. No site filreference.com tem algumas curiosidades sobre a película (em inglês). Abaixo a primeira das seis partes do filme disponíveis no Youtube:

domingo, 11 de julho de 2010

While my eyes go looking for flying saucers in the sky...

Watch the Skies!: Science Fiction, the 1950s and Us (Richard Schickel, 2005) é um documentário produzido para a TV e exibido pelo canal TCM. O filme não tem pretensões didáticas nem segue percurso cronológico para retratar os filmes de ficção científica produzidos entre os anos 50 e 60 que foram gestados sob a sombra apocalíptica da Guerra Fria e uma iminente hecatombe nuclear que teve como ápice a crise dos mísseis em Cuba (1962). O grande trunfo da obra são os cineastas entrevistados que mostram total conhecimento do assunto e que provam, através da influência destes filmes B em suas obras, de onde vem a inspiração para seus próprios filmes: Steven Spielberg, James Cameron, George Lucas e Ridley Scott, ou seja, os realizadores de Blockbusters baseados nos filmes que vi na saudosa Sessão da Tarde dos anos 70 na TV Globo. Entre os filmes comentados estão “Mundo em Perigo”, “A Guerra dos Mundos”, “O Planeta Proibido”, “O Dia em que a Terra Parou”, entre outros. Para matar saudades ou conhecer as origens deste gênero tão presente na cinematografia atual. Em tempo: Para aqueles que desejam conhecer de forma mais profunda o assunto, a imagem aí ao lado é a capa do livro "Keep Watching the Skies! American Science Fiction Movies of the Fifties" de Bill Warren, disponível na Amazon. Abaixo o documentário completo disponível no Google Video:

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dejà vu


"É Proibido Fumar" (2009) de Anna Muylaert é uma tentativa de retomar o clima saudosista dos anos 70 mas em tempo atual, o que a diretora já havia feito de forma mais consistente no surpreendente "Durval Discos" (2002), filme superior e com elenco e trama mais afiados. Embora o lançamento tenha levado cinco prêmios no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2010 achei uma obra fraquinha que é carregada nas costas poruma Glória Pires pouco inspirada e um Paulo Miklos muito distante daquele de "O Invasor", obra-prima de Beto Brant. Diversão desprentensiosa com uma trilha sonora que é a grande estrela do filme. Abaixo a sinopse em matéria de Márcio Ferrari no UOL e depois o trailer:

"Professora de violão, solitária, meio "paradona", Baby (Glória Pires) ganha um vizinho de apartamento, Max (Paulo Miklos), violonista de churrascaria, recém-separado, meio grosseirão. Logo, os dois começam a namorar. "O violão é um personagem do filme", diz a diretora Anna Muylaert sobre "É Proibido Fumar", que conta a história desse casal nem tão unido pela música. Ela gosta de Chico Buarque, ele de Jorge Benjor; ela é fumante, ele antitabagista militante. Entre os dois, a ex-mulher de Max é foco de tensão e ciúme, o que, lá pelas tantas, vai causar uma guinada radical no enredo.

domingo, 4 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

O Brasil não é o "País do Futebol"...

Não lembro de ter visto na mídia uma foto de um cidadão brasileiro tão desolado por conta da eliminação de sua seleção na Copa 2010 como a do argentino aí na foto acima... Este já não é mais o "País do Futebol"... (Foto de Dylan Martinez / Reuters)